Autoconhecimento

 

Conhece-te a ti mesmo, a tua alma...

E encontra em ti, a força que tens

Para ser você mesmo

E seja... sinceramente.

 

 

Você alguma vez ao se olhar no espelho sentiu um pouco de estranheza com aquela imagem refletida? Pensou que poderia estar um pouco diferente? Mas é verdade, o que vês é seu rosto, seu corpo, é ele que guarda e mostra toda a sua história de vida, mesmo que por vezes não acredite.

Quando nascemos temos um corpo harmonioso, dinâmico e feliz, porém com o decorrer do tempo fomos agindo e reagindo as pressões familiares, educacionais, sociais, etc. e por conta disso muita da nossa espontaneidade foi sendo substituída para atender ao meio onde vivemos. Vamos paulatinamente perdendo contato com nosso próprio ser que ao vermos nossa imagem podemos não acreditamos nela.

E, por acharmos que não temos condições de cuidar de nós mesmos, deixamos por conta de médicos, cirurgiões, políticos, patrões, amigos, enfim, qualquer outra pessoa em quem acreditamos cuidar do que é realmente nosso, ou seja, nosso corpo, nossa saúde, bem-estar, prazer e tudo aquilo que realmente importa para que sejamos felizes. Deixamos, neste caso, de termos a responsabilidade sobre nós mesmos, renunciamos à nossa autonomia, nossa vida em favor de outrem. Quando temos a consciência de nosso próprio corpo, temos acesso ao nosso ser por inteiro, pois corpo e espírito, físico e psíquico representam uma unidade, um não sobrevive sem o outro.

Então, porque não assumimos o compromisso de sermos responsáveis por nós mesmos?

 

O autoconhecimento nos dá a oportunidade de entrarmos verdadeiramente em contato com as nossas sensações e sentimentos, conseguir diferenciá-los, saber quais nos pertencem, conhecer as respostas de nosso corpo frente às nossas emoções.

Somente a partir daí podemos ser verdadeiros conosco e com os outros, podemos conhecer melhor nossos limites, como e quando podemos superá-los ou respeitá-los.

Conhecendo-nos a nós mesmos nos dá a oportunidade de sempre estarmos presentes no momento presente, poder ouvir e poder ser ouvido, sentir e ser sentido, enfim, estar presente conscientemente durante toda a nossa vida.

E como toda mudança real e duradoura acontece sempre de dentro para fora, somente após apropriarmo-nos de nosso próprio corpo é que poderemos adquirir outros níveis de autonomia.